Curso

Dis/Similitudo
(Temos a Arte para não morrermos da Verdade)
  Sob o signo nietzschiano, em que a via artística se opõe à do conhecimento, permanecendo na superfície das coisas, o curso tem como fio condutor a questão da semelhança e dissemelhança teórica e artística, a figuração e “desfiguração”, associada a diferentes noções de Razão e Verdade, onde as manifestações plásticas tanto pretendem captar mais além como preferem a “boa vontade da aparência”.

1-O momento medieval e seus prolongamentos renascentistas. A Imagem como indício de uma presença. As dissemelhanças corpóreas relativas ao Sagrado e a sua contaminação nas margens da figuração principal- as “formosas disformidades” do bestiário contra-natura.

2- O barroco num momento contraditório entre a Verdade cada vez mais científica e a afirmação do sagrado pelo poder da Imagem.Uma estética de sintomas e uma Imitatio Christi que conjuga a Verdade, o Logos, a Imagem e a imitação.

3- De Aristóteles a Quevedo e Calderón de la Barca. O romantismo eivado de caprichos literários e artísticos fora das regras. Cadalso/Goya: a Ilusão na dissemelhança. A loucura latente do ser humano. Os insights que o intelecto discursivo não alcança.

4- A modernidade e o paradoxo da ironia. Da sofística ao dandy sofisticado. O flâneur que privilegia o transitório no lugar do clássico. Confusão entre original e cópia- a negação do modelo e a negação da reprodução.

5- O reconhecimento do artifício. A Luz zombeteira da patafísica ao dada. Da arbitrariedade dos sinais à mistura e indiferenciação entre o verdadeiro e o falso; o medium e o objecto, o importante e o falso, o espaço da exposição e o da publicidade (Duchamp, Warhol, Broodthears, Rodney Graham, Murakami…).